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3 min de leituraSevenWise

Google Ads ou LinkedIn Ads: qual funciona melhor para vender B2B

A diferença entre buscar demanda que já existe e criar demanda nova, quanto custa cada canal no B2B e como decidir por onde começar com verba limitada.

A pergunta parece de canal, mas é de momento de compra. Os dois funcionam, em situações diferentes, e com custos muito diferentes.

A diferença que decide tudo

Google captura demanda que já existe. Quem digita "empresa de automação comercial" já reconheceu o problema e está procurando solução. Você entra numa conversa que já começou.

LinkedIn cria demanda. Você escolhe cargo, setor e tamanho de empresa, e aparece pra quem talvez nem saiba que tem o problema. Você começa a conversa.

Isso muda tudo: custo, tempo até o resultado e o tipo de anúncio que funciona.

Os números, na média do B2B brasileiro

Google Ads LinkedIn Ads
Custo por clique R$ 2 a R$ 15 R$ 8 a R$ 40
Custo por lead R$ 30 a R$ 150 R$ 80 a R$ 400
Intenção de compra alta baixa a média
Precisão do público por busca por cargo e empresa
Tempo até resultado dias semanas a meses
Verba mínima útil R$ 1.500/mês R$ 3.000/mês

O LinkedIn é notavelmente mais caro por clique. Isso não o torna pior, torna-o adequado a ticket alto.

Quando o Google é a escolha

  • Seu serviço tem busca. Se as pessoas procuram pelo que você faz, comece por aí.
  • Verba limitada. Custo menor por clique significa mais aprendizado com o mesmo dinheiro.
  • Você precisa de resultado rápido. Intenção comercial converte em dias.
  • Ticket médio ou baixo. A conta fecha com custo de aquisição menor.

Na dúvida, é quase sempre o Google que deve vir primeiro. Buscar quem já procura é mais barato que convencer quem não procurou.

Quando o LinkedIn compensa

  • Ticket alto. Se um cliente vale dezenas de milhares, um lead de R$ 300 é barato.
  • Ninguém busca pelo que você faz. Categorias novas não têm volume de busca.
  • O comprador é muito específico. Diretor de operações de indústria com mais de 200 funcionários é filtro que só o LinkedIn faz bem.
  • Ciclo de venda longo. Quando a decisão leva meses, faz sentido plantar antes.

O erro mais comum nos dois

Mandar todo mundo pra home.

Quem clicou num anúncio sobre um problema específico e cai numa página genérica com seis serviços precisa procurar o que veio buscar, e a maioria não procura.

Cada campanha merece uma página que continue a conversa do anúncio. É o ajuste que mais muda resultado e o mais negligenciado.

A combinação que costuma funcionar

Pra empresa B2B com ticket relevante, a sequência que rende é:

  1. Google Ads na intenção comercial captura quem já está procurando e paga a conta no curto prazo
  2. Conteúdo e SEO reduz a dependência de mídia ao longo dos meses
  3. LinkedIn quando houver caixa pra investir em quem ainda não procura

Fazer os três ao mesmo tempo com verba curta costuma resultar em três canais medianos.

O que medir em qualquer um deles

Custo por clique é métrica de painel. O que decide é:

  • Custo por lead qualificado não por lead, por lead que virou conversa real
  • Taxa de fechamento por canal, costuma ser bem diferente entre eles
  • Custo por cliente o número que se compara ao lucro
  • Tempo até o fechamento LinkedIn costuma demorar mais, e isso afeta o caixa

Sem essas quatro, a comparação entre canais vira opinião.

Como decidir hoje

Se você tem até R$ 3.000 por mês: Google, sem hesitar.

Acima disso, com ticket alto e comprador bem definido: vale testar os dois, com 70% no Google e 30% no LinkedIn por três meses, e depois realocar pro que fechar mais clientes, não pro que gerar mais leads.

Quer ajuda pra montar essa conta com os seus números? Fale com a gente.

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