Tráfego pagoGoogle Ads ou LinkedIn Ads: qual funciona melhor para vender B2B
A diferença entre buscar demanda que já existe e criar demanda nova, quanto custa cada canal no B2B e como decidir por onde começar com verba limitada.
A pergunta parece de canal, mas é de momento de compra. Os dois funcionam, em situações diferentes, e com custos muito diferentes.
A diferença que decide tudo
Google captura demanda que já existe. Quem digita "empresa de automação comercial" já reconheceu o problema e está procurando solução. Você entra numa conversa que já começou.
LinkedIn cria demanda. Você escolhe cargo, setor e tamanho de empresa, e aparece pra quem talvez nem saiba que tem o problema. Você começa a conversa.
Isso muda tudo: custo, tempo até o resultado e o tipo de anúncio que funciona.
Os números, na média do B2B brasileiro
| Google Ads | LinkedIn Ads | |
|---|---|---|
| Custo por clique | R$ 2 a R$ 15 | R$ 8 a R$ 40 |
| Custo por lead | R$ 30 a R$ 150 | R$ 80 a R$ 400 |
| Intenção de compra | alta | baixa a média |
| Precisão do público | por busca | por cargo e empresa |
| Tempo até resultado | dias | semanas a meses |
| Verba mínima útil | R$ 1.500/mês | R$ 3.000/mês |
O LinkedIn é notavelmente mais caro por clique. Isso não o torna pior, torna-o adequado a ticket alto.
Quando o Google é a escolha
- Seu serviço tem busca. Se as pessoas procuram pelo que você faz, comece por aí.
- Verba limitada. Custo menor por clique significa mais aprendizado com o mesmo dinheiro.
- Você precisa de resultado rápido. Intenção comercial converte em dias.
- Ticket médio ou baixo. A conta fecha com custo de aquisição menor.
Na dúvida, é quase sempre o Google que deve vir primeiro. Buscar quem já procura é mais barato que convencer quem não procurou.
Quando o LinkedIn compensa
- Ticket alto. Se um cliente vale dezenas de milhares, um lead de R$ 300 é barato.
- Ninguém busca pelo que você faz. Categorias novas não têm volume de busca.
- O comprador é muito específico. Diretor de operações de indústria com mais de 200 funcionários é filtro que só o LinkedIn faz bem.
- Ciclo de venda longo. Quando a decisão leva meses, faz sentido plantar antes.
O erro mais comum nos dois
Mandar todo mundo pra home.
Quem clicou num anúncio sobre um problema específico e cai numa página genérica com seis serviços precisa procurar o que veio buscar, e a maioria não procura.
Cada campanha merece uma página que continue a conversa do anúncio. É o ajuste que mais muda resultado e o mais negligenciado.
A combinação que costuma funcionar
Pra empresa B2B com ticket relevante, a sequência que rende é:
- Google Ads na intenção comercial captura quem já está procurando e paga a conta no curto prazo
- Conteúdo e SEO reduz a dependência de mídia ao longo dos meses
- LinkedIn quando houver caixa pra investir em quem ainda não procura
Fazer os três ao mesmo tempo com verba curta costuma resultar em três canais medianos.
O que medir em qualquer um deles
Custo por clique é métrica de painel. O que decide é:
- Custo por lead qualificado não por lead, por lead que virou conversa real
- Taxa de fechamento por canal, costuma ser bem diferente entre eles
- Custo por cliente o número que se compara ao lucro
- Tempo até o fechamento LinkedIn costuma demorar mais, e isso afeta o caixa
Sem essas quatro, a comparação entre canais vira opinião.
Como decidir hoje
Se você tem até R$ 3.000 por mês: Google, sem hesitar.
Acima disso, com ticket alto e comprador bem definido: vale testar os dois, com 70% no Google e 30% no LinkedIn por três meses, e depois realocar pro que fechar mais clientes, não pro que gerar mais leads.
Quer ajuda pra montar essa conta com os seus números? Fale com a gente.