Gestão comercialAgência, freelancer ou time interno: como decidir sem se arrepender
A comparação real de custo, risco e velocidade entre os três modelos, e o critério que costuma resolver a dúvida em uma pergunta.
A resposta muda conforme o momento da empresa, não conforme o modelo ser melhor ou pior. Vale comparar pelo que realmente diferencia: custo total, risco de parada e velocidade pra começar.
O que cada um custa de verdade
Freelancer R$ 1.500 a R$ 8.000 por mês, por especialidade.
O custo aparente é o menor. O custo real inclui o seu tempo coordenando: se você contrata um pra site, outro pra tráfego e outro pra conteúdo, alguém na sua empresa vira gerente de projeto sem ter sido contratado pra isso.
Agência R$ 3.000 a R$ 25.000 por mês.
Mais caro por hora, mas entrega múltiplas competências coordenadas. Você compra também a coordenação, que é justamente o que falta no modelo anterior.
Time interno a partir de R$ 12.000 por mês, na prática.
Um analista de marketing pleno custa entre R$ 6.000 e R$ 9.000, com encargos passando de R$ 12.000. E uma pessoa não cobre design, tráfego, conteúdo e desenvolvimento. Um time mínimo raramente sai por menos de R$ 25.000 mensais.
O que ninguém coloca na conta
Risco de parada. Freelancer adoece, viaja, arruma emprego fixo. Funcionário pede demissão e a operação para por 60 dias até repor. Agência tem substituição interna, é parte do que se paga.
Curva de aprendizado. Todo mundo leva de um a três meses pra entender seu negócio. Trocar de fornecedor significa pagar essa curva de novo.
Onde fica o conhecimento. Time interno acumula conhecimento na empresa. Com terceiro, o conhecimento vai embora junto, a menos que esteja documentado, o que precisa ser exigido em contrato.
Ociosidade. Funcionário custa igual em mês fraco. Agência e freelancer podem ser reduzidos ou pausados. Em operação sazonal, isso pesa.
A pergunta que costuma resolver
Você tem volume constante de trabalho pra uma pessoa dedicada?
Se sim, e o assunto é central pro seu negócio, contrate. Interno sai mais barato quando há volume real e o conhecimento importa ficar.
Se não, se a demanda é por projeto ou varia muito, terceirize. Contratar pra ter alguém ocioso metade do mês é o pior dos mundos.
Quando cada um faz sentido
Freelancer: demanda pontual e bem definida, você tem quem coordene, e o orçamento é apertado. Bom pra "preciso de um site" ou "preciso de dez artigos".
Agência: você precisa de várias competências ao mesmo tempo, não tem quem coordene, e quer alguém responsável pelo resultado e não pela tarefa. Bom pra "preciso que entre mais cliente", problema que não se resolve com uma especialidade só.
Interno: o marketing é o motor do negócio, o volume é constante, e você tem quem saiba contratar e liderar a área. Contratar um analista sênior sem ninguém que saiba avaliá-lo é caro e frustrante.
O modelo misto
Na prática, a configuração mais comum em empresa média é combinada:
- Uma pessoa interna que conhece o negócio e coordena
- Agência ou especialistas nas frentes técnicas
- Freelancers em demanda pontual
Funciona porque resolve o problema central da terceirização, alguém de dentro precisa ser dono do resultado. Sem isso, qualquer fornecedor vira executor de pedido, e a estratégia fica órfã.
Cinco perguntas antes de fechar com qualquer um
- Quem exatamente vai trabalhar no meu projeto? Em agência, quem vende às vezes não é quem executa.
- Como é o relatório e com que frequência? Sem isso você não saberá se está funcionando.
- De quem são os acessos e os dados? Conta de anúncio, domínio e site devem estar no seu nome. Sempre.
- Qual o prazo de saída? Contrato com multa alta ou aviso longo é sinal de quem retém cliente por contrato, não por resultado.
- O que acontece se não der resultado em três meses? A resposta mostra se a relação é de parceria ou de fatura.
A terceira é a mais importante. Fornecedor que registra o domínio ou a conta de anúncios no próprio nome cria dependência artificial, e você descobre isso no dia em que quer sair.
Nossa posição
A SevenWise é agência, então a recomendação natural seria contratar agência. Mas já dissemos a cliente que o caso dele pedia um freelancer e um bom coordenador interno, porque a demanda não sustentava um contrato mensal.
Vender contrato que não se paga é ruim pro cliente e pior pra relação, porque o desconforto aparece no terceiro mês.
Se quiser conversar sobre qual modelo faz sentido no seu momento, fale com a gente.